O Reino da glória de Deus será estabelecido antes do fechamento da porta da graça, mas culminará ou atingirá seu clímax no fechamento da porta da graça e na segunda vinda de Jesus.
O REINO
Talvez o mais controverso de todos os ensinamentos da Vara do Pastor seja o tema do reino pré-milenar. A mensagem declara enfaticamente que o reino da glória de Deus ou o Reino Davídico será estabelecido literalmente na Terra Prometida antes da segunda vinda de Cristo. Com certeza, essa ideia pode ser vista como um afastamento radical da norma, mas é tão sólida quanto a própria Bíblia, e se você fizer um estudo imparcial e honesto do tema, você verá isso por si mesmo.
É preciso dizer, porém, que este ensinamento não é o mesmo de outras igrejas que ensinam que o milênio será aqui na Terra. Ou como aqueles que afirmam que os santos não irão para o céu de forma alguma. Em resumo, existem enormes diferenças fundamentais. Há um grande abismo entre o ensino da Vara sobre o assunto e o de outras igrejas. Antes de analisarmos as evidências bíblicas, no entanto, talvez seja bom resumir a posição da Vara sobre este assunto tão controverso e impopular entre nós adventistas do sétimo dia.
- O reino da glória de Deus será estabelecido antes do fechamento da porta da graça, mas culminará ou atingirá seu clímax no fechamento final da porta da graça, e na segunda vinda de Jesus à Terra de forma visível, momento em que todos os mortos justos serão ressuscitados e se unirão no ar com os justos vivos, continuando depois através do milênio no Céu e depois na Nova Terra.
- Depois do milênio, a Nova Jerusalém será estabelecida na Terra Prometida, ou o que é chamado de Canaã, Palestina, ou Terra Santa.
- Os 144.000 e a Grande Multidão (Apocalipse 7:9) – aqueles que foram chamados da Babilônia durante o Alto Clamor, estarão lá junto com os da ressurreição especial de Daniel 12:2, 3, e toda a casa de Israel da ressurreição de Ezequiel 37: 1 -14.
- O reino terá paz e segurança perfeitas com um estado semelhante ao Éden.
- O mundo inteiro, ou a maioria dele, não será convertido, como ensinam algumas igrejas.
- Aqueles que se encontram nesta fase pré-milenar do reino não serão imortais. A imortalidade será conferida só na segunda vinda de Cristo, não antes!
A POSIÇÃO DA IGREJA
A posição da igreja é quase exclusivamente baseada em uma série de declarações do Espírito de Profecia, que na superfície parecem contraditórias com a posição da Vara. Citamos algumas delas:
“Não poderá o Seu povo receber o reino antes do advento pessoal de Cristo.” O Grande Conflito, p. 322.
“Assim, o trono de glória representa o reino de glória…. Este reino está ainda no futuro. Não será estabelecido antes do segundo advento de Cristo.” O Grande Conflito, p. 347.
“‘E assentar-Se-á, e dominará no Seu trono, e será sacerdote no Seu trono.’ Agora não está ‘no trono de Sua glória’; o reino de glória ainda não foi inaugurado. Só depois que termine a Sua obra como mediador, Lhe dará Deus ‘o trono de Davi, Seu pai’, reino que ‘não terá fim.’ Lucas 1:32, 33.” O Grande Conflito, p. 416.
“Vi também que a velha Jerusalém jamais seria reconstruída, e que Satanás estava fazendo o máximo para levar a mente dos filhos do Senhor para essas coisas agora….” Primeiros Escritos, p. 75.
A evidência da Vara para um Reino Pré-Milenar
Como foi dito anteriormente, a posição da igreja é baseada principalmente em declarações como as que citamos acima. A Vara, por outro lado, tira suas conclusões tanto da Bíblia como do Espírito de Profecia. Ela não menospreza uma, enquanto ignora ou descarta as outras. Visto que todos os profetas da Bíblia que anunciaram esse glorioso acontecimento foram inspirados pelo mesmo Espírito que inspirou a serva do Senhor, a Vara não poderia descartar os escritos dela, nem muito menos rejeitar os claros ensinamentos dos antigos videntes sobre o assunto. A Vara busca harmonizar a luz que ela recebeu sobre o assunto do reino com a luz maior dos profetas do Sagrado Cânon!
Estamos certos de que você está esperando por uma resposta a estas afirmações do Espírito de Profecia. Uma resposta clara será dada. Nosso primeiro passo agora, entretanto, é estudar o assunto a partir da Bíblia, pois a luz maior de todos os profetas nos ajudará a entender essas declarações inspiradas da profetisa Ellen White. Ou como disse o autor da Vara, o próprio Victor Houteff:
“Nós devemos ter em mente que não nos é dada a permissão de harmonizar a Bíblia com quaisquer outros escritos, mas somos obrigados a avaliar todos os escritos por Ela. Em primeiro lugar, para fazer justiça às Escrituras, aos escritos da Irmã White, e à Vara, a posição de cada um sobre o assunto em questão deve ser examinada À LUZ DAS ESCRITURAS, que incontestavelmente ensinam que a Terra Prometida será habitada de novo pelo próprio povo convertido do Senhor”.
Como nas outras seções, o tempo ou o espaço não permitirão um estudo detalhado de cada aspecto do tema. Nosso objetivo aqui é apresentar provas suficientes à mente sincera, mostrando que a mensagem do reino que a Vara ensina, tem o “peso da evidência” e a verdade incontestável.
A Pedra de Daniel Dois
Mais uma vez, o tempo também não permitirá um estudo detalhado da imagem de Daniel 2. A maioria de nós, de modo geral, tem estudado o assunto, e embora existam algumas diferenças entre os ensinamentos tradicionais e os da Vara, ainda podemos adquirir uma visão rápida do tema. Faremos nosso melhor para transmitir o que pudermos no espaço e tempo limitados que temos a nossa disposição.
Sabemos que a cabeça de ouro representava a Babilônia, os braços e o peito Medio-Persia, a barriga e as coxas Grécia, as pernas Roma, e os dez dedos do pé o nosso mundo atual. Ellen White confirma isso: “Nossa posição na imagem de Nabucodonosor é representada pelos dedos do pé, num Estado dividido e feitos de um material fragmentário, que não se une….” Testemunhos para a Igreja, Vol. 1, 360.
Falando dos dedos dos pés, disse Daniel: “E enquanto tu viste ferro misturado com barro lamacento, eles irão se misturar à semente de homens; porém eles não se apegarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura ao barro. E nos dias destes reis o Deus do céu irá erguer um reino, que nunca será destruído; e o reino não será deixado para outro povo, porémquebrará em pedaços e consumirá todos estes reinos, e permanecerá para sempre.” Daniel 2:43, 44.
Há várias coisas que precisamos observar neste texto. Antes de tudo, notamos que o reino é estabelecido “nos dias destes reis”, não antes de seus dias (no tempo de Roma – as pernas), nem depois dos dias deles (durante o milênio ou a Nova Terra), mas durante ou no tempo dos dez dedos dos pés (o nosso mundo atual). Daniel não diz, no final de seus dias, o que poderia ser interpretado como a segunda vinda de Cristo. Por favor, observe isto cuidadosamente. A Bíblia diz, “nos dias destes reis” ou enquanto estes reis estiverem governando no poder. Quando Cristo vier, estes reis não estarão mais governando. Até lá, a porta da graça teria sido fechada, os perdidos teriam sofrido as sete últimas pragas e, portanto, estes reis dos dedos já teriam caído! Na verdade, quando as pragas começarem a cair, Jesus já será o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Apocalipse 19:11 -16). Assim, quando Cristo vier, será no final de seus dias e não em seus dias! Então o Reino de Deus deve absolutamente ser estabelecido durante a existência do nosso mundo atual (nos dias destes reis) – não no Céu ou na Nova Terra!
Tiago White, o marido de Ellen White, faz um comentário interessante sobre esta passagem. Ele escreveu: “O reino, em sua condição de pedra, é contemporâneo por um tempo com os reinos perecíveis deste mundo”.
Para o benefício daqueles que podem não estar familiarizados com a posição da Vara sobre o assunto, aqui está outro ponto importante. Como adventistas, todos nós fomos ensinados que a pedra representa Cristo em Sua segunda vinda. Mas isto não poderia ser assim. Para provar isto em sua totalidade, levaria algum tempo. Entretanto, podemos estudá-lo resumidamente.
34. Tu viste até que uma pedra foi cortada sem mãos, a qual golpeou a imagem sobre os pés que eram de ferro e barro, e os quebrou em pedaços.
35, Então o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro foram quebrados em pedaços juntamente, e tornaram-se como a palha das eiras do verão; e o vento os carregou para longe, de modo que nenhum lugar foi encontrado para eles; e a pedra que golpeou a imagem tornou-se um grande monte, e preencheu a terra toda. Daniel 2:34,35.
O próprio profeta explica o sonho:
44 E nos dias destes reis o Deus do céu irá erguer um reino, que nunca será destruído; e o reino não será deixado para outro povo, porém quebrará em pedaços e consumirá todos estes reinos, e permanecerá para sempre.
45 Assim como tu observaste que a pedra foi cortada do monte sem mãos, e que ela quebrou em pedaços o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro, o grande Deus fez conhecido ao rei aquilo que acontecerá doravante; e o sonho é certo, e a sua interpretação correta. Daniel 2:44,45.
A pedra veio do “monte” (Daniel 2:45). Uma montanha nas Escrituras representa nações, reinos, igrejas – povos. (Ver Daniel 9:16, 20, Zacarias 8:3, e Isaías 2:2,3). A montanha aqui não pode ser literal porque a pedra e a imagem são simbólicas, portanto a montanha de onde a pedra foi cortada também deve ser simbólica. Não poderia ser o Céu ou o trono de Deus porque os acontecimentos narrados acontecem aqui na Terra. Então, se a pedra é a segunda vinda de Cristo, como normalmente é ensinado, então surge a pergunte: Cristo será cortado de Seu Pai (o monte) e estabelecerá um trono maior (o “grande monte”) do versículo 35)? Lembre-se que depois de ser cortada do monte, a própria pedra cresceu e tornou-se um “grande monte” (versículo 35) – mais grandioso do que o primeiro monte que nunca mais foi mencionado. Então note também que a pedra cresceu e encheu a “terra” e não o Céu! Mas na segunda vinda de Cristo, Ele levará os santos à glória e encherá o Céu, não a terra!
Também sabemos que a volta de Crista, em vez de encher a terra, a esvaziará de todos os seus habitantes. Os justos vivos serão transformados em um fechar e abrir de olhos, enquanto os ímpios vivos serão destruídos “pelo esplendor da sua vinda.” Assim a terra ficará sem forma e vazia. Os ímpios ficarão em suas sepulturas até passar os mil anos. Satanás e seus demônios não terão ninguém para tentar e destruir durante esse período!
Consequentemente, Daniel não está nos falando de Cristo vindo para levar seus santos para o Céu, mas do estabelecimento de Seu reino de glória na terra! Sim, ele continuará para o Céu e a Nova Terra, mas começa “nos dias destes reis” – durante nosso mundo atual – “nos últimos dias”. Assim, o crescimento da pedra é o crescimento de Seu reino, que é constituído de Seu povo na terra. A profecia revela que outros povos e nações se unirão ao reino, algo que só pode acontecer durante o tempo da graça.
Você deve ter percebido que o reino e a pedra são a mesma coisa porque ambos fazem a mesma coisa. Ou seja, ambos destroem a imagem. (Daniel 2:34, 35, 44). A questão é esta: A pedra se tornou um reino antes de ferir a imagem, não depois. Sim, é isso mesmo! Voltemos a Daniel 2:44 e a analisemos com mais cuidado.
“E nos dias destes reis [os dez dedos – o mundo presente] o Deus do céu irá erguer um reino, que nunca será destruído; e o reino não será deixado para outro povo, porém [esse reino] quebrará em pedaços e consumirá todos estes reinos, e permanecerá para sempre.” Daniel 2:44.
Por favor, note que, no sonho, a pedra era já um reino antes de ferir os outros reinos. Portanto, no cumprimento desta profecia, ela será um reino antes de quebrar os outros reinos! Ela não feriu a imagem e então se tornou um reino. ELA FERIU A IMAGEM SENDO UM REINO, depois cresceu e se tornou um grande monte na terra e não no Céu. E tudo isso deve acontecer “nos dias destes reis” – durante nosso mundo atual, não no Céu ou na Nova Terra que é depois dos dias destes reis! Definitivamente, Daniel 2:44 não pode ser a volta de cristo. Consequentemente, o reino da glória deve começar nos nossos dias.
NOS ÚLTIMOS DIAS E NA TERRA PROMETIDA
Há numerosas referências bíblicas sobre o reino da glória que deve ser estabelecido em Canaã nos últimos dias. Daremos apenas algumas para esclarecer ainda mais o assunto. Veja por exemplo, Jeremias 30:2, 3, 24:
2. Assim fala o SENHOR Deus de Israel, dizendo: Escreve em um livro todas as palavras que Eu tenho falado.
3. Porquanto, eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que Eu trarei novamente os cativos de Meu povo Israel e Judá, diz o SENHOR, e EU OS FAREI RETORNAR PARA A TERRA QUE EU DEI PARA OS SEUS PAIS, E ELES A POSSUIRÃO.
24. A violenta ira do SENHOR não retornará, até que tenha feito isto, e até que tenha realizado os intentos do Seu coração. Nos últimos dias entendereis isto.
5. Eis que os dias vêm, diz o SENHOR, em que Eu levantarei para Davi um Renovo justo, e um Rei reinará e prosperará, e executará juízo e justiça na terra.
6. Nos Seus dias Judá será salvo e Israel habitará a salvo. E este é Seu nome, pelo qual Ele será chamado: O SENHOR NOSSA JUSTIÇA.
7. Portanto, eis que os dias vêm, diz o SENHOR, em que eles não mais dirão: O SENHOR vive, que tirou os filhos de Israel da terra do Egito,
8. porém dirão: O SENHOR vive, aquele que conduziu a semente da casa de Israel desde a região do norte, e desde todas as regiões para onde Eu os levei; e eles habitarão em sua própria terra.
20. A ira do SENHOR não retornará até que Ele tenha executado, e realizado os pensamentos do Seu coração. Nos últimos dias vós ponderareis a respeito disto perfeitamente. Jeremias 23:5-8, 20.
Estas passagens, como muitas outras, afirmam claramente que nos últimos dias o povo de Deus retornará à terra prometida – a terra que Deus “deu a seus pais”. Agora a serva do Senhor nos disse que devemos tomar a Bíblia como se lê, exceto onde figuras ou símbolos são usados.
Há duas objeções principais levantadas contra a interpretação que a Vara faz dessas passagens. A primeira é que esta profecia foi cumprida na época de Jeremias. Este pensamento é levantado porque Jeremias previu que após os setenta anos de cativeiro da Babilônia, o povo de Deus voltaria a Canaã. (Jeremias 25:12). Mas isto não pode ser assim. Note que Jeremias 30:24 e 23:20, diz claramente: os “últimos dias”, que é o nosso tempo. Além disso, observe que a profecia menciona ambas as casas – Israel (dez tribos) e Judá (duas tribos) – que devem ser reunidas. Nos dias de Jeremias, somente Judá retornou. As dez tribos ou casa de Israel haviam sido dispersas mais de cem anos antes da profecia de Jeremias, e até hoje não voltaram para a Palestina. Portanto, essa profecia nunca foi cumprida até nossos dias, e, deve ser cumprida ou concluímos que Deus não quer fazer o que Ele disse. Isto nos leva à próxima objeção: Os mestres de teologia dizem que eram promessas condicionais.
SÃO PROFECIAS CONDICIONAIS?
Os teólogos adventistas normalmente ensinam que estas e as centenas de outras profecias como estas, não se cumprirão como descrito porque foram condicionadas à obediência de Israel. Em outras palavras, segundo as interpretações deles, estas passagens não acontecerão exatamente como descritas, mas se cumprirão de uma forma não específica e geral na segunda vinda de Cristo e na Nova Terra.
Mas aqui novamente, isto não pode ser. Por que Deus desperdiçaria centenas de passagens e horas nos dizendo que elas acontecerão, só para descobrirmos mais tarde que elas não acontecerão? Deus não sabia que Israel e Judá iriam falhar com Ele e rejeitar Seu Filho? Veja, é exatamente por isso que Ele os dispersou pelas nações, mas agora Ele os trará de volta a sua terra, não como descrentes, rebeldes e incrédulos, mas como cristãos adventistas do sétimo dia totalmente convertidos e os milhões de outros de todas as nações e povos e línguas que abraçarão Sua Palavra durante o Alto Clamor. (Exploraremos este ponto mais adiante).
A verdade é que não há condições nestas passagens! Não há “se”, “mas” ou “talvez”, nada disso! UM TEXTO CONDICIONAL DEVE CONTER UMA CONDIÇÃO: “EU FAREI isto SE VOCÊ FIZER aquilo”. Leiam cuidadosamente os textos, amados irmãos e irmãs, não há condições – nenhuma!
Agora Deus fez promessas condicionais ao Israel antigo. Em Deuteronômio 28, por exemplo, Deus disse a Israel que “acontecerá, “SE ouvires diligentemente a voz do Senhor”, Ele os abençoaria, mas “SE” eles não o fizessem, Ele os amaldiçoaria. Estas eram promessas condicionais a eles! Portanto, é verdade que estas promessas eram condicionais ao antigo Israel e Judá. Se eles tivessem obedecido, teriam recebido as promessas em Jeremias e todas as outras promessas. Mas em Jeremias e em todas as outras profecias similares referentes aos últimos dias, o Senhor Deus nos fala especificamente nestes tempos finais e não há condições mencionadas. Em outras palavras, Deus terá um povo por quem se cumprirão todas estas promessas. Por favor, note isto cuidadosamente.
Na verdade, Deus está dizendo que Ele reunirá Seu povo de todos os países porque foi Ele quem os dispersou. Ele o fez por causa de sua maldade e sua rejeição de Seu Filho. Mas agora Ele está dizendo que Ele vai trazê-los de volta. Portanto, não há condições nestas passagens. Estas profecias não têm nada a ver com o antigo Israel e Judá e seu comportamento. A única condição que existe é para nós individualmente. Isto é, nós como indivíduos podemos não estar neste reino, mas certamente será estabelecido; alguém vai estar lá porque o Onipotente Deus disse que será assim.
Para referências adicionais, veja Jeremias 31: 6-14; Oséias 3:4,5, Ezequiel 34, 36:17-38. Todos eles declaram, de uma forma ou de outra, que Deus trará Seu povo de volta para a Terra Prometida nos últimos dias.
ESTAS PROMESSAS SÃO ESPECIFICAMENTE PARA NÓS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA NOS ÚLTIMOS DIAS.
“De especial valor para a igreja de Deus sobre a Terra hoje — os guardas de Sua vinha — são as mensagens de consolo e admoestação dadas através dos profetas que tornaram claro Seu eterno propósito em favor da humanidade. Nos ensinos dos profetas, Seu amor pela raça caída e Seu plano para a sua salvação claramente são revelados. A história do chamado de Israel, de seus sucessos e fracassos, sua restauração ao favor divino, a rejeição do Senhor da vinha e a execução do plano dos séculos por um bom remanescente a quem seriam cumpridas todas as promessas do concerto — tal foi o tema dos mensageiros de Deus a Sua igreja através dos séculos já passados.” Profetas e Reis, p. 5
“Aquilo que Deus propôs realizar em favor do mundo por intermédio de Israel, a nação escolhida, Ele executará afinal por meio de Sua igreja na Terra hoje. Ele arrendou Sua vinha ‘a outros lavradores’, isto é, ao Seu povo que guarda o concerto, e que fielmente dá ‘os seus frutos’. Jamais esteve o Senhor sem verdadeiros representantes na Terra e que fazem do interesse de Deus o seu próprio interesse. Essas testemunhas do Senhor são contadas entre o Israel espiritual, e em relação a eles se cumprirão todas as promessas do concerto feitas por Jeová a Seu antigo povo.” Profetas e Reis, p. 366.
Estes comentários inspirados por Deus, mostram que o que Deus pretendia realizar através do Israel antigo será realizado hoje com os Adventistas do Sétimo Dia. Quais foram as promessas do concerto feitas por Deus a Seu antigo povo?
6. Ó vós, semente de Abraão, seu servo, vós, filhos de Jacó, seus escolhidos.
7. Ele é o SENHOR nosso Deus; os seus juízos estão em toda a terra.
8. Ele lembrou-se do seu pacto para sempre, da palavra que ordenou a milhares de gerações.
9. O qual pacto fez com Abraão, e o seu juramento a Isaque.
10. E confirmou o mesmo a Jacó por uma lei, e a Israel por um pacto eterno,
11. Dizendo: A ti darei A TERRA DE CANAÃ, a porção da vossa herança. Salmo 105:6-11.
A Maravilhosa Promessa incondicional de Isaías 11.
6. O lobo também morará com o cordeiro, e o leopardo se deitará com o cabrito. E o novilho e o leão jovem e a rês, juntos; e um menino pequeno os conduzirá.
7. E a vaca e o urso alimentar-se-ão. Seus filhotes se deitarão juntos e o leão comerá palha como o boi.
8. E a criança que ainda mama brincará na cova da áspide, e a criança desmamada colocará sua mão na toca da cocatrice.
9. Eles não ferirão nem destruirão em todo o Meu santo monte. Porque a terra estará cheia do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar.
10. E, naquele dia, haverá uma raiz de Jessé, a qual erguerão como uma bandeira do povo; a Ele os gentios buscarão, e Seu descanso será glorioso.
11. E acontecerá naquele dia, que o Senhor colocará sua mão novamente, uma segunda vez, para resgatar o remanescente de seu povo, o qual sairá da Assíria, e do Egito, e de Patros, e de Cuche, e de Elão, e de Sinar, e de Hamate e das ilhas do mar.
12. E Ele erguerá uma bandeira para as nações e reunirá os desterrados de Israel, e ajuntará os dispersos de Judá desde os quatro cantos da terra. Isaías 11:6-12.
O capítulo onze de Isaías tem uma clara referência ao reino pré-milenar. Pedimos ao leitor que leia outa vez Isaías 11:6- 12. Aí você encontrará uma descrição do que supomos ser a Nova Terra. Esta passagem muito conhecida descreve as condições pacíficas que prevalecerão no reino de Deus. Animais predadores, como o leão, o urso e o leopardo, habitarão com suas presas em vez de comê-las, e crianças pequenas estão brincando com cobras venenosas.
Embora este texto pareça estar descrevendo a Nova Terra, ele está de fato descrevendo as condições da fase pré-milenar do reino. A princípio, você pode ficar chocado, mas por favor, mantenha a mente aberta e lembre-se que a Inspiração nos disse que temos “muitas, muitas lições para desaprender”.
Há três razões principais pelas quais Isaías 11 não poderia ser uma profecia da Nova Terra. A primeira é que o versículo 10 descreve os gentios buscando ao Senhor, porém não haverá gentios nem literalmente nem espiritualmente no Céu ou na Nova Terra. Ninguém no Céu ou na Nova Terra será considerado ou chamado de gentio. Todos os não-judeus (fisicamente) serão adotados em uma das 12 tribos. (Veja Romanos 11:15-24). Note também que não há portões gentios na Cidade Santa, pois todos eles terão os nomes das doze tribos. (Apocalipse 21:12).
A segunda é que não haverá tal reunião de gentios e povos de todo o mundo, como descrito nos versículos 10 a 12. A Bíblia claramente afirma que o remanescente de Seu povo será resgatado da Assíria, Egito, Patros, Cuche, Elão, Sinar e das ilhas do mar. Sabemos muito bem que não acontecerá tal reunião de pessoas destes lugares mencionados aqui ou de qualquer outro país no Céu ou da Nova Terra. Estes eventos devem absolutamente acontecer agora antes do fechamento da porta da graça, quando realmente os gentios podem buscar ao Senhor e ser salvos! Você percebe este ponte importante?
A terceira razão é que Isaías menciona um “menino pequeno” (versículo 6), uma “criança que ainda mama“ ou um bebê (versículo 8) e uma “criança desmamada” (versículo 8). Isto mostra três categorias de crianças. Mas depois do milênio, na Nova Terra não haverá e não pode haver criancinhas mamando ou crianças desmamadas, etc. Para tornar este ponto o mais claro possível, precisamos citar a Bíblia e o Espírito de Profecia.
34. E, Jesus respondendo, disse-lhes: Os filhos deste mundo casam-se, e dão-se em casamento;
35. mas os que são considerados dignos de alcançar o mundo vindouro, e a ressurreição dos mortos, não se casam, nem se dão em casamento;
36. nem podem mais morrer; porque são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição. Lucas 20:34-36.
“Homens há hoje que expressam a crença de que haverá casamentos e nascimentos na Nova Terra; os que crêem nas Escrituras, porém, não podem admitir tais doutrinas. A doutrina de que nascerão filhos na Nova Terra não constitui parte da ‘firme palavra da profecia’. 2 Pedro 1:19. As palavras de Cristo são demasiado claras para serem mal compreendidas. Elas esclarecem de uma vez por todas a questão dos casamentos e nascimentos na Nova Terra. Nenhum dos que forem despertados da morte, nem dos que forem trasladados sem ver a morte, casará ou será dado em casamento. Eles serão como os anjos de Deus, membros da família real.” — Maranata, o Senhor Vem, 349, 350, 367 (Meditações Matinais, 1977). Visões do Céu p. 140.
Todos saem do túmulo com a mesma estatura que tinham quando ali entraram. Adão, que está em pé entre a multidão dos ressuscitados, é de grande altura e formas majestosas, de estatura pouco menor que o Filho de Deus. Apresenta assinalado contraste com o povo das gerações posteriores; sob este único ponto de vista se revela a grande degeneração da raça. Todos, porém, surgem com a louçania e vigor de eterna mocidade. No princípio o homem foi criado à semelhança de Deus, não somente no caráter, mas na forma e aspecto. O pecado desfigurou e quase obliterou a imagem divina; mas Cristo veio para restaurar aquilo que se havia perdido. Ele mudará nosso corpo vil, modelando-o conforme Seu corpo glorioso. As formas mortais, corruptíveis, destituídas de garbo, poluídas pelo pecado, tornam-se perfeitas, belas e imortais. Todos os defeitos e deformidades são deixados no túmulo. Restabelecidos à árvore da vida, no Éden há tanto tempo perdido, os remidos crescerão até à estatura completa da raça em sua glória primitiva. Os últimos traços da maldição do pecado serão removidos, e os fiéis de Cristo aparecerão “na beleza do Senhor nosso Deus”, refletindo no espírito, alma e corpo, a imagem perfeita de seu Senhor. Oh! maravilhosa redenção! Há tanto tempo objeto das cogitações, há tanto tempo esperada, contemplada com ávida expectativa, mas nunca entendida completamente! O Grande Conflito, p. 644.
Pelas declarações inspiradas acima, podemos ver que não haverá casamentos e, portanto, nenhum nascimento a partir do retorno de Cristo. Portanto, não pode haver crianças pequenas na Nova Terra, porque quando a Cidade Santa descer (Apocalipse 21) à terra depois do milênio (1.000 anos), todos terão crescido até sua estatura máxima, e como não haverá nascimentos, como será possível ter uma criança que mama, uma criança desmamada e uma criança pequena, conforme especificado por Isaías?
Definitivamente Isaías 11:6-16 tem que se cumprir antes da volta de Jesus, em um tempo em que pode haver casamentos e nascimentos! Alguns teólogos tomam outra posição estrema e muito mais absurda, afirmando que esta profecia foi escrita para o antigo Israel, e como os israelitas foram infiéis DEUS NÃO CONSEGUIU realizar a promessa em seu favor. É uma tentativa deliberada de anular o testemunho do profeta, e passar a ideia de um Deus fraco, até mesmo mentiroso, que promete coisas que não pode cumprir! Misericórdia!!! Veja até que ponto os homens podem ir em sua rebelião contra a Inspiração! O espírito demoníaco que levou o ímpio rei Manassés a matar o profeta Isaías está ainda muito mais ativo na igreja do Senhor, pois aceitar de lábios que Isaías foi inspirado por Deus, e ao mesmo tempo, rejeitar suas profecias é seguir o caminho de Acabe, Jezabel e Manassés, que matavam os santos profetas de Deus!
Se você está pensando que as crianças permanecerão como crianças no Céu durante todo o milênio, tenha em mente que todos crescerão até a sua estatura completa (Malaquias 4:2). Ellen White afirma: “Todos os defeitos e deformidades são deixados no túmulo. Restabelecidos à árvore da vida, no Éden há tanto tempo perdido, os remidos crescerão até à estatura completa da raça em sua glória primitiva.” O Grande Conflito, p. 644.
Assim, não haverá crianças na Nova Terra. No entanto, Isaías afirma claramente que haverá crianças pequenas! Então como explicar isto? – A única explicação para todas estas preocupações, é que Isaías onze não está descrevendo a Nova Terra, mas as condições antes do fim do tempo da graça e da segunda vinda de Jesus, num tempo em que se pode ter criancinhas (versículos 6,8), gentios em busca da verdade e do povo de Deus (versículo 10), e quando uma grande multidão de todas as nações será reunida dos quatro cantos da Terra (versículos 11, 12). Essa é a única explicação que se encaixa!
Não poderia ser no Céu? você pode perguntar. É verdade que as crianças pequenas estarão no Céu no início do milênio, mas como foi provado anteriormente, elas crescerão. Mas, certamente não haverá gentios ou pessoas sendo reunidas das nações no Céu! Portanto, também não dá para aplicar esta profecia no Céu.
Agora, se alguém disser que Isaías 11 é uma profecia condicional, então pedimos que nos mostrem a condição! Onde está o “se… mas …” ou “talvez”. Tomemos por exemplo, Isaías 65: 17 -19, 25 que, inquestionavelmente, fala da Nova Terra. Note que esta profecia não fala de crianças, gentios ou de uma reunião massiva das nações. Ela fala do lobo que habita com o cordeiro e assim por diante. Note também que esta profecia foi dita ao antigo Israel, semelhante ao capítulo onze. No entanto, não dizemos que Isaías 65 foi condicional! Então, por que acreditamos que Isaías 11 é condicional? Então, para repetir, Isaías 11 deve ser cumprido antes da segunda vinda do nosso Senhor. Portanto, o reino será estabelecido antes de Seu retorno e continuará através do milênio e da eternidade.
Alguns perguntam: A Irmã White não viu crianças na Nova Terra?
Para aqueles que estão pensando em uma declaração em Primeiros Escritos, p. 19 ou Testemunhos para a Igreja, Vol. 1, p. 69, onde a Irmã White mencionou “crianças” – supostamente crianças na Nova Terra – o leitor notará cuidadosamente que isto tem que ser no Céu durante o milênio, não na Nova Terra! Sabemos disso porque ela também menciona um templo. “E vi as crianças subirem,” escreveu Ellen White, “ou, se o preferiam, fazer uso de suas pequenas asas e voar…. Para embelezar o lugar, havia em redor do templo todas as espécies de árvores.” Primeiros Escritos, p. 19. É claro que ela viu UM TEMPLO naquele lugar. Percebeu isso?
A Bíblia nos diz que não haverá templo na Nova Terra (Apocalipse 21:22). Assim, embora os editores da visão a tenham titulado, “Visões da Nova Terra”, e possa parecer que fala somente de acontecimentos na Nova Terra, mas tem trechos que falam de eventos no Céu.
Haverá Velhos e Velhas na Nova Jerusalém?
4. Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Velhos e velhas ainda habitarão nas ruas de Jerusalém, e cada homem com seu cajado na sua mão, por causa da sua muita idade.
5. E as ruas da cidade estarão cheias de meninos e meninas, que brincarão nas suas ruas. Zacarias 8:4,5
Este texto é geralmente entendido como sendo o tempo da Nova Jerusalém. Mas note que Zacarias mencionou homens e mulheres velhos. Com toda certeza, não acreditamos que haverá pessoas na Nova Terra que terão que usar uma bengala! Também o versículo 5 mencionou as crianças pequenas, que como acabamos de ver, também não podem estar na Nova Terra. Portanto, a profecia de Zacarias 8 deve acontecer em uma época em que se pode ter crianças pequenas e homens e mulheres velhos usando uma bengala, por causa da sua muita idade! Quando é que acontecerá esta profecia? Tem que ser antes da segunda vinda de Cristo.
Zacarias 8 é uma profecia condicional? Se for, onde estão as condições? Aqui não vemos “se”. Na verdade, o profeta é muito enfático: “Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Se isto for maravilhoso [impossível ou difícil] aos olhos do remanescente deste povo nesses dias, deveria também ser maravilhoso [difícil] aos Meus olhos? Diz o SENHOR dos Exércitos.” Zacarias 8:6. Em outras palavras, pode parecer impossível ou difícil para nós que isso aconteça, mas será que devemos esperar que seja difícil para Deus? É claro que Deus pode fazer qualquer coisa, inclusive estabelecer o reino davídico. Você duvida do tremendo poder do Deus TODO-PODEROSO?
Uma Nova Divisão da Terra.
O profeta Ezequiel, no capítulo 48, apresenta uma divisão da Terra Santa totalmente diferente do tempo de Josué (Josué 17): ou seja, em faixas do Leste ao Oeste; Dan terá a primeira porção no Norte, e Gad, a última porção no Sul; entre as fronteiras destes dois devem estar as porções do resto das tribos; a cidade estará no meio da terra (veja Ezequiel 48).
O fato de que tal divisão da Terra Prometida nunca foi feita, mostra que ela ainda é futura. Também o fato de que o santuário estará lá, enquanto que não haverá templo ou santuário na Nova Terra (Apocalipse 21:22), prova mais uma vez que este cenário único é pré-milenar. É mais uma prova que as doze tribos de Israel devem ser reunidas na Terra Prometida pouco antes da volta de Jesus.
Aqui novamente, não há condições. O profeta Ezequiel não menciona nenhuma condição, ele simplesmente escreveu o que Senhor Deus lhe revelou. Portanto, ou Deus quis dizer o que Ele disse, ou Ele perdeu muito Seu tempo, e o tempo de Seus profetas e o nosso, nos falando sobre coisas que nunca acontecerão!
Explicando as declarações da Irmã White
Agora vamos examinar as declarações citadas anteriormente que parecem contraditórias com a posição da Vara. Basicamente, devemos ter em mente que nenhum profeta entende tudo do início ao fim, portanto, quando vem uma verdade adicional, embora não contradiga a primeira, o primeiro mensageiro não expressará certas verdades nos termos tão explícitos do segundo mensageiro. Desta forma, elas parecem contradizer-se entre si. Os casos em questão seriam Moisés e Paulo, e João Batista e Cristo. Assim, embora o primeiro mensageiro e o segundo possam expressar alguns pontos de maneira diferente, eles se harmonizam fundamentalmente.
Tenha em mente, também, que não se pode derrubar o “peso das evidências” das Escrituras.
Agora, O Grande Conflito, p. 322: “Não poderá o Seu povo receber o reino antes do advento pessoal de Cristo.”
Não há contradição aqui. Se você analisa o contexto desta afirmação, pode facilmente ver que Ellen White estava falando sobre o reino em sua fase final ou completa, quando Jesus voltar e os santos serão revestidos de imortalidade (1 Coríntios 15: 51-53). Ela escreveu isto no mesmo parágrafo: “O homem, em seu estado presente, é mortal, corruptível; o reino de Deus, porém, será incorruptível…” Lembre-se que a mensagem da Vara não ensina que seremos imortais antes da vinda de Cristo. A imortalidade começará com Sua vinda. Assim, enquanto a Irmã White fala sobre o reino completo, todos revestidos de imortalidade, a Vara fala sobre o reino em sua etapa inicial, mortal. Por que Ellen White não o disse da mesma maneira que a Vara? Ela não podia e não tinha a luz completa sobre o reino pré-milenar. Mas, isto não significa que a Vara a contradiz, apenas não é explicitada de maneira tão explícita ou com a mesma clareza. Podemos fazer a mesma comparação com a mensagem de João Batista e a Cristo. João pensava que o reino seria estabelecido literalmente na época do primeiro advento de Cristo, mas o Salvador, ao invés disso, falou do reino espiritual.
Agora, Ellen White tinha vislumbres do reino pré-milenar. Ela escreveu isto no livro O Maior Discurso de Cristo, p. 108:
“O reino da graça de Deus está sendo agora estabelecido, visto que corações que têm estado sobrecarregados de pecado e rebelião se rendem à soberania de Seu amor. O completo estabelecimento do reino de Sua glória, porém, não ocorrerá senão na segunda vinda de Cristo ao mundo.” O Maior Discurso de Cristo, p. 108.
Você percebeu o ponto? O completo estabelecimento de Seu reino acontecerá na segunda vinda, mas isso implica que começará parcialmente antes de Sua vinda! O reino começará antes – enquanto os santos ainda são mortais – mas atingirá o clímax na segunda vinda, quando os santos se tornarem imortais. Portanto, mais uma vez, não há contradição.
A declaração de Tiago White se encaixa perfeitamente com a sua esposa Ellen White: “O reino, em sua condição de pedra, é contemporâneo por um tempo com os reinos perecíveis deste mundo”.
O Grande Conflito, pp. 347, 416: “Este reino está ainda no futuro. Não será estabelecido antes do segundo advento de Cristo… o reino de glória ainda não foi inaugurado. Só depois que termine a Sua obra como mediador, Lhe dará Deus ‘o trono de Davi, Seu pai’, reino que ‘não terá fim.’ Lucas 1:32, 33. . .”
A resposta a estas duas referências é a mesma de O Grande Conflito, p.322. A Irmã White está falando do reino em sua fase completa ou culminante. Mais uma vez, lembre-se que o reino atinge sua plenitude na volta de Cristo, quando todos os justos mortos se unem aos justos vivos. Desde o fim do tempo da graça, Cristo se tornará “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Apocalipse 19:16), quando os reinos deste mundo se tornam os reinos de nosso Senhor e de Seu Cristo; e Ele reinará pelos séculos dos séculos. (Apocalipse 11:15). Note que O Grande Conflito, p. 347 declara que o reino é estabelecido no segundo advento, enquanto na página 416, afirma que não será estabelecido até que Sua obra como Intercessor seja terminada, então Ele receberá o reino ou “trono de Seu pai Davi”. Em outras palavras, numa passagem ela declara que o reino se estabelece na segunda vinda, enquanto em outra, diz que será no fim do tempo da graça, quando a obra mediadora de Cristo tiver terminado no santuário celestial. Isto em si mesmo prova que o reino é progressivo, como já vimos. Ou seja, ele cresce. Ele cresce e atinge seu auge na segunda vinda. Portanto, a Vara não contradiz as declarações de Ellen White. Em outras palavras, as declarações da Vara não negam a evidência bíblica de que o reino começará um pouco mais cedo em sua fase inicial.
Explicando outra declaração de Ellen White.
“Vi também que a velha Jerusalém jamais seria reconstruída….” Primeiros Escritos, p. 75. O leitor deve considerar cuidadosamente o que ela quis dizer. Ela quis dizer que Jerusalém nunca poderia ser reconstruída fisicamente? Que Deus nunca mais poderia estabelecer um reino na Palestina? Se este fosse o caso, a Irmã White estaria em grave violação de um dos principais testes de um verdadeiro profeta: que o que eles predizem deve acontecer. Se isso fosse verdade que Jerusalém nunca seria reconstruída, teria feito dela uma falsa profetisa. Por quê? Porque Jerusalém está reconstruída hoje! Veja, quando a Sra. White fez esta declaração em 1850, Jerusalém ainda não estava reconstruída na medida em que a vemos hoje – uma cidade próspera e movimentada. Este processo começou em 1948, quando o Estado de Israel foi oficialmente formado e reconhecido como uma nação. Bem mais de cem anos após sua declaração, em 1967, Israel capturou Jerusalém e fez dela o que ela é hoje. Claramente, nós entendemos mal o que ela quis dizer. Para entender o que ela quis dizer, precisamos entender o contexto desta passagem.
Na década de 1850, muitos cristãos sustentavam que eles tinham que converter o povo judeu ao cristianismo porque acreditavam que os judeus iriam receber as bênçãos prometidas do Antigo Testamento, que Deus ia usá-los para terminar o evangelho para o resto dos gentios – o mundo. Para estes cristãos, a fim de iniciar o cumprimento das Escrituras, era imperativo que eles fossem e convertessem os judeus a Cristo. Na verdade, esta ideia ainda hoje é popular entre milhões de evangélicos em todo o mundo. Agora, se o leitor lesse o contexto desta afirmação, ele veria que a serva do Senhor estava condenando a ideia de alguns Adventistas guardadores do sábado que mantinham esta crença popular, que era “seu dever ir à antiga Jerusalém, entendendo que têm uma obra a fazer ali antes que o Senhor venha…. vi“, diz a irmã White, “que tal missão não realizaria nenhum bem real, que levaria um bom espaço de tempo para levar alguns judeus a se tornarem crentes mesmo na primeira vinda de Cristo, quanto mais no Seu segundo advento.”
Note que a mensagem da Vara não ensina esta ideia errônea de forma alguma. A mensagem não busca converter a Cristo os judeus incrédulos que estão fazendo guerra com os palestinos e árabes na Terra Santa, na esperança de que esses vão terminar o evangelho no mundo inteiro. Em vez disso, ela mostra a partir das Escrituras que o próprio Deus estabelecerá este reino com Sua igreja hoje.
“O contexto da declaração dos primeiros escritos”, escreveu o irmão Houteff, “revela que se refere ao Movimento Sionista Judaico, e mostra que o propósito declarado desse Movimento de restabelecer uma pátria nacional judaica, centrada em Jerusalém propriamente dita, nunca será realizado; que nunca a antiga Jerusalém será reconstruída de acordo com a interpretação sionista, e nunca os judeus não-cristãos serão os súditos do Reino”.
Depois, falando sobre a nova divisão do reino em Ezequiel 48, Houteff fez este importante comentário:
“Além disso, o duplo fato de que o nome da cidade é ‘O Senhor está ali’, e que sua localização, de acordo com essa nova divisão da terra, deve ser necessariamente diferente da localização da antiga Jerusalém, mostra que a Jerusalém propriamente dita não é essa cidade”.
Por que Deus gostaria de começar seu reino aqui na Terra?
Muitos se perguntam por que Deus estabeleceria um reino físico aqui neste mundo pecaminoso. Qual seria o objetivo de ter um reino assim agora? perguntam eles. A resposta a estas perguntas vem do próprio Deus que fez a promessa. Ele quer que os não convertidos o vejam por si mesmos. Ele quer demonstrar Seu amor, Justiça e poder para salvar até o máximo o Seu povo; em carne mortal, e em um mundo amaldiçoado pelo pecado.
Em Ezequiel 36: 17- 38, Deus diz como Ele espalhou o antigo Israel por sua maldade. Mas depois de se misturarem com os não convertidos ou “pagãos”, eles “profanaram” Seu santo nome. Então Ezequiel descreve como o Senhor justificará Seu nome trazendo Seu povo de volta à terra de seus pais (Canaã) e restabelecendo o reino da glória.
Nos versículos 21 -23, no entanto, Deus nos diz claramente o porquê:
21. Mas Eu tive pena por causa do Meu santo nome, que a casa de Israel havia profanado entre os pagãos, para onde eles foram.
22. Portanto, dize à casa de Israel: Assim diz o Senhor DEUS: Eu não faço isto por causa de vós, ó casa de Israel, mas por causa do Meu santo nome, que profanastes entre os pagãos, para onde fostes.
23. E Eu santificarei o Meu grande nome, que foi profanado entre os pagãos, o qual profanastes no meio deles; e os pagãos saberão que Eu sou o SENHOR, diz o Senhor DEUS, quando Eu for santificado em vós diante dos olhos deles. Ezequiel 36:21-23.
Como é que Ele glorificará Seu nome? “Porque Eu os levarei dentre os pagãos, e vos ajuntarei de todas as nações, e vos trarei para dentro da vossa própria terra.” (versículo 24). Então o versículo 36 volta a enfatizar a razão: “Então, os pagãos que sobraram [consequentemente, isto não pode ser o Céu ou a Nova Terra, pois nenhum ímpio vai sobrar ou sobreviver] ao vosso redor saberão que Eu, o Senhor, edifico os lugares arruinados, e planto naquele que estava assolado: EU O SENHOR O FALEI E O FAREI [aqui não há condições]“. Ezequiel 36:36.
Muitos afirmam: “Reino de Deus, não está dentro de nós?”
“Nem eles dirão: Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali! Porque eis que o reino de Deus está dentro de vós”.
“Se a afirmação em questão”, diz Victor Houteff, “significa que não haverá um Reino de Deus na Terra, então pelo mesmo raciocínio também deve significar que não haverá nenhum reino no Céu“. E se não houver nenhum reino na Terra, e nenhum no Céu, então nossa esperança é em vão”. … Manter este ponto de vista é tomar a posição de que não haverá um reino literal nem na Terra nem no Céu, mas apenas um reino espiritual dentro do coração, tal raciocínio reduz o tema do reino em algo absurdo…. Portanto, antes que o Reino de Deus seja estabelecido nesta Terra, ele deve de fato estar espiritualmente estabelecido dentro de nós, se quisermos ser qualificados para admissão quando ele estiver fisicamente estabelecido “assim na terra como no céu.“… Portanto, o Reino de Deus ‘dentro de nós’ é o regime da vida espiritual, o pré-requisito para uma herança no eterno Reino de Deus”.
Alguns também dizem: “O Meu reino não é deste mundo”
De pé diante de Pilatos, Jesus disse: “O Meu reino não é deste mundo. Se Meu reino fosse deste mundo, então Meus servos lutariam, para que Eu não fosse entregue aos judeus: mas agora Meu reino não é daqui”. João 18:36.
Nosso Senhor não poderia estar dizendo que Seu reino não será estabelecido aqui na Terra. Afinal, Ele já teve um antes com Israel na Palestina. Ele estava simplesmente dizendo que Seu reino não é do mesmo espírito e caráter do mundo. Note que Ele continuou dizendo: “Se Meu reino fosse deste mundo, Meus servos lutariam.”
O Espírito de Profecia explica:
“O embrião, contido na semente, cresce pelo desenvolvimento do princípio vital que Deus nele implantou. Seu desenvolvimento não depende de meios humanos. Assim é com o reino de Cristo. Há uma nova criação. Os princípios de desenvolvimento são diretamente opostos aos que regem os reinos deste mundo. Governos terrenos prevalecem pelo emprego da força; pelas armas mantêm o seu domínio, mas o fundador do novo reino é o Príncipe da paz.” Parábolas de Jesus, p.33.

