A História do Povo Escolhido: Sua Vergonhosa Deportação no Passado e Sua Gloriosa Restauração nos Últimos Dias.

Com o único intuito de fortalecer a fé do povo remanescente na Santíssima Palavra “de profecia mais firme, à qual bem fazeis em estar atentos, como uma luz que ilumina em um lugar escuro”, este breve estudo terá como objetivo principal esclarecer o importante tema do selamento dos 144 mil servos de Deus; apresentar a solução para o problema de apostasia na igreja remanescente, e mostrar com fatos inquestionáveis que a igreja adventista do sétimo dia é o professo povo de Deus desde 1844, ela é a Igreja de Laodiceia, a última das sete igrejas de Apocalipse 2 e 3, a qual o SENHOR está prestes a purificar, preparando-a para o espetacular e glorioso triunfo do Evangelho, como é  revelado no breve estudo do    

    O tema dos 144 mil é muito discutido entre os cristãos em geral. E, às vezes, pode ser um assunto de discórdia ou até de conflito entre o povo de Deus. No entanto, quando estudamos as Escrituras e os livros do Espírito de Profecia, encontramos suficientes evidências e provas escriturísticas que deixam o assunto tão claro e simples que até uma criança pode entender. É claro que os que hão de ser parte deste número, o Senhor não vai deixá-los na escuridão. Com toda certeza, eles terão uma visão clara e inequívoca na identificação das

  1. E depois destas coisas, vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma.
  2. E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de danificar a terra e o mar,
  3. Dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos selado nas suas testas os servos do nosso Deus.
  4. E ouvi o número dos selados, e eram cento e quarenta e quatro mil selados, de todas as tribos dos filhos de Israel. Apocalipse. 7:1-4.

    O selamento dos 144 mil servos de Deus é um acontecimento muito importante. Na verdade, esse evento é tão importante que o SENHOR enviou um poderoso anjo falar aos quatro anjos de segurarem os quatro ventos até finalizar o selamento dos 144 mil filhos de Jacó, os quais são as primícias (Ap. 7:4; 14:4). Se fossem soltos, esses ventos poderiam interferir na obra do selamento, por isso eles estão sendo segurados até agora. Daí a ordem: “Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos selado nas suas testas os servos do nosso Deus”. Agora, antes de seguir com o tema, vamos definir o evento simbolizado pelos

    Antes de falar dos quatro ventos de Apocalipse 7, vamos ler um texto no livro O Grande Conflito que nos ajudará a compreender a natureza dos ventos mencionados nas profecias bíblicas.

    “Os grandes reinos que têm governado o mundo foram apresentados ao profeta Daniel como feras rapinantes, que surgiam quando ‘os quatro ventos do céu combatiam no mar grande.’ Daniel 7:2. Em Apocalipse 17, um anjo explicou que águas representam ‘povos, e multidões, e nações, e línguas’. Verso 15. Ventos são símbolos de contendas. Os quatro ventos do céu a combaterem no mar grande, representam as terríveis cenas de conquista e revolução, pelas quais os reinos têm atingido o poder”. O Grande Conflito, p. 439.

    Os ventos representam lutas, conflitos, cenas de guerras, etc. Esses ventos de Daniel 7 combatiam no grande mar – as populações do velho mundo, de onde surgiram os quatro grandes impérios do mundo antigo (Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma); mas os quatro ventos de Apocalipse não estão soprando (ou combatendo), estão sendo, até agora, retidos pelos quatro anjos. E visto que já houve conflitos de grande escala entre as nações, enquanto os quatro anjos os seguram, isto mostra que esses ventos representam um conflito mundial, de caráter especial, que afetará diretamente a segurança do povo remanescente. Esses ventos não podem simbolizar guerras ordinárias. A voz da Inspiração declara:

    “Se devem vir cenas como estas, tão tremendo juízo sobre o mundo culpado, onde estará o refúgio do povo de Deus? Onde estarão abrigados até que a indignação haja passado? São João vê os elementos da Natureza — terremoto, tempestade, e lutas políticas — representados como sendo retidos por quatro anjos. Esses ventos estão sendo controlados, até que Deus dê a ordem para serem soltos. Nisto está a segurança da igreja de Deus. Os anjos de Deus obedecem às Suas ordens, controlando os ventos da Terra, para que não soprem sobre a Terra, nem no mar, nem nas árvores, até que os servos de Deus sejam assinalados na fronte. O poderoso anjo é visto subindo do Oriente (ou nascente do Sol). O mais poderoso dos anjos tem na mão o selo do Deus vivo, ou dAquele que é o único que pode dar a vida, que pode gravar nas frontes o sinal ou inscrição, dizendo a quem será concedida a imortalidade, a vida eterna. É a voz desse mais elevado dos anjos que tem autoridade para ordenar aos quatro anjos que segurem os quatro ventos até que se realize esta obra, e até que ele ordene que os soltem.” Testemunhos para Ministros, p. 444.

    “Perguntei ao meu anjo assistente o sentido do que eu ouvia, e que iriam fazer os quatro anjos. Ele me disse que era Deus quem restringia os poderes, e incumbira os Seus anjos de tudo quanto se relacionava com a Terra; que os quatro anjos tinham poder da parte de Deus para reter os quatro ventos, e que estavam já prestes a soltá-los; mas enquanto se lhes afrouxavam as mãos e os quatro ventos estavam para soprar, os olhos misericordiosos de Jesus contemplaram os remanescentes que não estavam selados e, erguendo as mãos ao Pai, alegou que havia derramado Seu sangue por eles. Então outro anjo recebeu ordem para voar velozmente aos outros quatro e mandar-lhes reter os ventos até que os servos de Deus fossem selados na fronte com o selo do Deus vivo.” Primeiros Escritos, p. 37.

    Então, está muito claro que a nossa segurança como igreja, está nessa ordem do nosso bondoso Salvador Jesus, de reter os 4 ventos, até que sejam SELADOS os primeiros frutos. É por essa razão que devemos aproveitar essas poucas horas de graça e misericórdia para recebermos o selo de Deus.

    Resumindo, os quatro ventos de Apocalipse 7 simbolizam a última grande crise pela que a igreja remanescente vai passar durante a imposição do decreto da marca da besta. E segundo a revelação dada a João, os 144.000 devem ser selados antes que os ventos comecem a soprar. Não podemos nos esquecer desse detalhe vital e importante. Analisemos as seguintes declarações da pena inspirada. É muito importante notar que

“Pouco antes de entrarmos nele [o tempo da angústia], todos nós recebemos o selo do Deus vivo. Então eu vi os quatro anjos cessarem de segurar os quatro ventos.”

Quatro anjos poderosos retêm os poderes desta terra até que os servos de Deus sejam selados em suas testas. … Quando esse poder de restrição for removido, virá um tempo de tribulação e angústia“. Comentários Bíblicos, vol. 7, pp. 967, 968, comentários de Ellen G. White.

    “Tempo virá em que de modo algum poderemos vender. Logo sairá o decreto proibindo os homens de comprar ou vender a qualquer pessoa senão aos que tenham o sinal da besta. Estivemos perto de ver isso acontecer na Califórnia, pouco tempo atrás, mas foi apenas a ameaça do sopro dos quatro ventos. Até agora eles têm sido contidos pelos quatro anjos. Não estamos bem preparados. Ainda há uma obra a ser efetuada, e então os anjos receberão a ordem de soltá-los, para que os quatro ventos soprem sobre a Terra. Esse será um tempo decisivo para os filhos de Deus, um tempo de tribulação tal como nunca ocorreu antes. Agora é nossa oportunidade de trabalhar.” Testemunhos para a Igreja, vol. 5, p. 152.

    Sem dúvida alguma, o sopro dos quatro ventos representa um tempo de perseguição e tribulação para o povo de Deus na terra, “um tempo decisivo para os filhos de Deus”. O tempo quando não poderemos vender ou comprar se não tivermos a marca da besta. E João nos diz claramente que os 144.000 primeiros frutos são selados antes que soprem os quatro ventos. Por isso, é contraditório e antibíblico acreditar que os 144.000 serão selados durante o decreto dominical. Muito pelo contrário, as evidências do próprio Apocalipse e do Espírito de Profecia nos mostram que são selados antes de entrar nesse tempo de tribulação e feroz perseguição simbolizado pelo sopro dos quatro ventos. Com esses fatos irrefutáveis, firmemente estabelecidos na “Palavra de profecia mais segura”, temos a mais urgente necessidade de identificar

    O revelador nos diz que os 144.000 são selados das doze tribos de Israel. São os primeiros frutos da colheita realizada em Israel: “E ouvi o número dos selados, e eram cento e quarenta e quatro mil selados, de todas as tribos dos filhos de Israel. Ap. 7:4.

    Qual igreja, dentre todas as igrejas cristãs atuais, pode ser identificada como o Israel de Deus hoje? Como identificar o Israel de Deus em meio a tanta confusão no mundo religioso?

    Para poder identificar o Israel de hoje é necessário mencionar as características peculiares do Israel no passado. Na verdade, essas características singulares do antigo Israel nos ajudarão a reconhecer o Israel moderno entre todas as igrejas cristãs que existem atualmente.

    O povo de Israel era, e ainda é, da semente de Abraão, Isaque e Jacó; guardavam a lei de Deus, inclusive o sábado; a doutrina do santuário era fundamental para o sistema de culto e adoração dos antigos israelitas; praticavam a reforma de saúde encontrado em Levítico 11, o qual era o regime alimentar peculiar deles; não comiam as abominações das nações gentílicas, pelo menos os fiéis dentre eles  se abstinham de tais práticas – o consumo de carnes imundas e animais sufocados, etc.; os antigos israelitas tinham o ministério dos profetas – o Espírito de profecia; devolviam seus dízimos e davam diversas ofertas ao Senhor.   

    Nós adventistas do sétimo dia, não precisamos fazer muitas pesquisas para descobrirmos qual de todas as igrejas cristãs hoje tem todas essas características num sistema de doutrinas solidamente edificado sobre a Santíssima Palavra de Deus. Atualmente existe uma igreja, uma igreja só que tem como doutrinas todas essas verdades, a saber:

  1. A doutrina do santuário – o ministério de Jesus no Lugar Santíssimo do santuário celestial desde 1844
  2. A reforma pró-saúde
  3. A observância de todos os mandamentos
  4. O Sábado do quarto mandamento
  5. O Espírito de Profecia
  6. A doutrina dos dízimos e ofertas
  7. Essa igreja é também chamada o Israel espiritual ou moderno ou simplesmente ISRAEL.

    A única igreja que é mundialmente identificada com todas essas verdades é a Igreja Adventista do Sétimo Dia, o Israel moderno. Somos o Israel de Deus hoje, o povo especial do SENHOR. Um povo com uma tremenda missão: a de dar a última mensagem de amor e advertência ao mundo durante a crise final que se aproxima rapidamente.

“Aquilo que Deus propôs realizar em favor do mundo por intermédio de Israel, a nação escolhida, Ele executará afinal por meio de Sua igreja na Terra hoje…. Jamais esteve o Senhor sem verdadeiros representantes na Terra e que fazem do interesse de Deus o seu próprio interesse. Essas testemunhas do Senhor são contadas entre o Israel espiritual, e em relação a eles se cumprirão todas as promessas do concerto feitas por Jeová a Seu antigo povo.” Profetas e Reis, p. 674.

    “Ao principiar o santo sábado, 5 de Janeiro de 1849, entregamo-nos à oração com a família do irmão Belden, em Rocky Hill (Connecticut), e o Espírito Santo caiu sobre nós. Fui levada em visão para o lugar santíssimo, onde vi Jesus ainda intercedendo por Israel. Na extremidade inferior de Suas vestes havia uma campainha e uma romã, uma campainha e uma romã. Primeiros Escritos, p. 36. 

“Esta porta não foi aberta até que a mediação de Jesus no lugar santo do santuário terminou em 1844. Então Jesus Se levantou e fechou a porta do lugar santo e abriu a porta que dá para o santíssimo, e passou para dentro do segundo véu, onde permanece agora junto da arca e onde agora chega a fé de Israel.” Primeiros Escritos, p. 42.

    Esses textos nos mostram que o Israel de hoje é a igreja que próprio SENHOR JESUS levantou em 1844 – após os 2300 dias de Daniel 8:14, a igreja simbolizada pela igreja de Laodiceia, a última das sete igrejas de Apocalipse 2 e 3. Ela não é Babilônia. E não pode ser chamada de Babilônia, pois ela é chamada e identificada como Laodiceia. Ela é chamada de Israel, o Israel espiritual ou moderno. Israel, Jerusalém e Judá são termos relativos ao povo do SENHOR, não Babilônia. Embora haja muitos que afirmam que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é Babilônia ou parte de Babilônia, não existem provas bíblicas nem nos Testemunhos para apoiar tal aberração. Se ela é Babilônia, aonde vai se cumprir a profecia de Ezequiel 9, o mesmo evento do selamento dos 144.000 de Apocalipse 7:4? E qual igreja seria o Israel moderno? O problema das horríveis abominações cometidas na igreja remanescente será resolvido no cumprimento da gloriosa e temível profecia de Ezequiel 9! Veremos este ponto durante o nosso estudo.

    Agora, tendo identificado o Israel do SENHOR nestes últimos dias, devemos estudar com muito mais interesse e oração esse tema sobre o selamento, para sabermos com toda certeza e completa clareza,

    “No Apocalipse, todos os livros da Bíblia se encontram e se cumprem.” Atos dos Apóstolos, p. 326. Se “todos os livros da Bíblia se encontram e se cumprem” no Apocalipse, e sendo esse livro, uma Revelação, então a revelação do evento narrado em Apocalipse 7:1-8, deve absolutamente encontrar-se em alguma parte nas profecias dos profetas do Antigo Testamento. Em outras palavras, temos que encontrar nos escritos dos profetas um evento similar ao que João relatou em Apocalipse 7. Onde podemos encontrar tal evento nas profecias do Antigo Testamento? A voz da Inspiração responde:

“Esse selamento dos servos de Deus é o mesmo que foi mostrado em visão a Ezequiel. João também fora testemunha dessa tão assustadora revelação. Testemunhos para Ministros p. 445.

Conseqüentemente, o selamento dos 144.000 israelitas servos de Deus (Ap. 7:1-8) que foi revelado a João, foi também mostrado a Ezequiel em visão. Mas essa citação do Espírito de Profecia não indica onde no livro de Ezequiel se encontra o evento similar ao de Apocalipse 7. Precisamos de outra passagem da pena inspirada para determinar de maneira exata o capítulo de Ezequiel que relata tal evento.

    “O verdadeiro povo de Deus, os que possuem o espírito da obra do Senhor e levam a sério a salvação das pessoas, verá sempre o pecado em seu caráter real, maligno. Estarão sempre a favor de lidar de maneira fiel e positiva com os pecados que facilmente assaltam o povo de Deus. Em especial na obra final [em favor] da igreja, no tempo do selamento dos cento e quarenta e quatro mil que hão de permanecer irrepreensíveis diante do trono de Deus, sentirão muito profundamente os erros do professo povo de Deus. Isto é fortemente salientado pela ilustração do profeta, da última obra na figura dos homens com armas destruidoras na mão. Um homem entre eles estava vestido de linho, com um tinteiro de escrivão à sua cinta. ‘E disse-lhe o Senhor: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal as testas dos homens que suspiram e que gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela.’ Ezequiel 9:4.” Testemunhos para a Igreja, vol. 3, p. 266. 

    “Quem subsiste no conselho de Deus a esse tempo? São aqueles que, por assim dizer, desculpam os erros entre o professo povo de Deus e murmuram em seu coração, se não abertamente, contra os que reprovam o pecado? São os que tomam atitude contra eles e se compadecem dos que cometem erro? Não, absolutamente! A menos que eles se arrependam e deixem a obra de Satanás em oprimir os que têm a responsabilidade da obra e em suster as mãos dos pecadores de Sião, jamais receberão o selo aprovador de Deus. Cairão na destruição final [na destruição geraloriginal em Inglês] dos ímpios, representada na obra dos cinco homens que tinham as armas destruidoras na mão. Notem cuidadosamente este ponto: os que receberem o puro sinal da verdade, neles gravado pelo poder do Espírito Santo, representado pelo sinal feito pelo homem vestido de linho, são os que “suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem” (Ezequiel 9:4) na igreja. Seu amor pela pureza e pela honra e glória de Deus é tal, e têm tão clara visão da excessiva malignidade do pecado, que são representados como em agonia, suspirando e gemendo. Leiam o nono capítulo de Ezequiel.” Testemunhos para a Igreja, vol. 3, p. 267. 

Que passagens tão solenes! A voz da Inspiração estabelece de maneira clara a relação que existe entre o tema do selamento dos 144.000 em Apocalipse 7 e Ezequiel 9. Ambos os profetas relatam o mesmo evento. Muito em breve acontecerá o selamento dos servos de Deus seguido pela matança geral de todos os hipócritas na igreja do Senhor. Ambos os eventos, o selamento e a destruição ocorrem em Judá, Jerusalém ou Israel, nomes que se referem à igreja verdadeira. Os selados, os 144.000 (Ap. 7:4; Ezequiel 9:4) serão poupados, e os não selados serão literal e fisicamente destruídos – mortos (Ezequiel 9:5-7). Irmão, irmã, você já leu esse capítulo? Você sabia que nesse capítulo é revelado o que Deus está prestes a fazer na Sua igreja? A voz da Inspiração afirma:

“Nós estamos entre os perigos dos últimos dias, o tempo logo virá quando a profecia de Ezequiel 9 será cumprida; essa profecia deveria ser estudada cuidadosamente, porque se cumprirá à letra. Estudai também o décimo capítulo que representa a mão de Deus como no trabalho, trazendo método perfeito e funcionamento harmonioso em todas as operações dos Seus instrumentos preparados. O décimo primeiro e o décimo segundo capítulos também deveriam receber atenção crítica e cuidadosa. Estas profecias devem ser estudadas de joelhos diante de Deus.” Fonte: The Ellen G. White 1888 Materials, p. 1303. Data da declaração: 27 de outubro de 1894.

“Estudai o nono capítulo de Ezequiel, essas palavras se cumprirão literalmente, mas o tempo passa, e o povo está adormecido.” Manuscript Releases, vol. 1, p. 260.

A teoria que diz que a profecia de Ezequiel 9 foi cumprida na destruição de Jerusalém pelos babilônios está errada, e o motivo de tal interpretação errônea contrária ao Espírito de Profecia, é para acalmar a consciência dos pecadores na igreja, falando de “paz e segurança”, quando, na verdade, não há paz! Acorda, ó Laodiceia!

Vamos citar alguns versos de Ezequiel 9:

“E disse-lhe o Senhor: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal as testas dos homens que suspiram e que gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela. E aos outros disse Ele, ouvindo eu: Passai pela cidade após ele, e feri; não poupe o vosso olho, nem vos compadeçais. Matai velhos, jovens, virgens, meninos e mulheres, até exterminá-los; mas a todo o homem que tiver o sinal não vos chegueis; e começai pelo Meu santuário. E começaram pelos homens mais velhos que estavam diante da casa. E disse-lhes: Contaminai a casa e enchei os átrios de mortos; saí. E saíram, e feriram na cidade.” Ezequiel 9:4-7.

Os que defendem a falsa interpretação de que Ezequiel 9 se cumpriu na invasão de Nabucodonosor em Jerusalém, colocam em dúvida de que o SENHOR vai realmente executar um juízo tão terrível sobre Sua amada igreja. Não acreditam nos textos inspirados que nos ajudam a compreender a razão principal de um acontecimento tão horrendo na igreja remanescente. O povo deposita sua confiança nas falsas interpretações e teorias de homens famosos, porém não inspirados. Tal atitude incoerente evidencia a veracidade da seguinte declaração profética da serva do SENHOR que nos mostra que a matança de Ezequiel 9 começará por aqueles que, neste momento, estão se levantando contra esta mensagem sobre a purificação da igreja. Veja:  

“A classe que não se entristece por seu próprio declínio espiritual, nem chora sobre os pecados dos outros, será deixada sem o selo de Deus. O Senhor comissiona Seus mensageiros, os homens que têm armas destruidoras nas mãos: ‘Passai pela cidade após ele, e feri; não poupe o vosso olho, nem vos compadeçais. Matai velhos, jovens, e virgens, e meninos, e mulheres, até exterminá-los; mas a todo homem que tiver o sinal não vos chegueis; e começai pelo Meu santuário. E começaram pelos homens mais velhos que estavam diante da casa.’ Ezequiel 9:5, 6. 

Vemos aí que a igreja — o santuário do Senhor — foi a primeira a sentir o golpe da ira de Deus. Os anciãos, aqueles a quem Deus dera grande luz, e que haviam ocupado o lugar de depositários dos interesses espirituais do povo, haviam traído o seu depósito. Colocaram-se no ponto de vista de que não precisamos esperar milagres e as assinaladas manifestações do poder de Deus, como nos dias da antigüidade. Os tempos mudaram. Estas palavras fortaleceram-lhes a incredulidade, e dizem: O Senhor não fará bem nem mal. É demasiado misericordioso para visitar Seu povo em juízos. Assim, paz e segurança é o grito de pessoas que nunca mais erguerão a voz como trombeta para mostrar ao povo de Deus suas transgressões, e à casa de Jacó os seus pecados. Esses cães mudos, que não querem ladrar, são aqueles que sentirão a justa vingança de um Deus ofendido. Adultos, jovens e crianças, todos perecerão juntos”Testemunhos para a Igreja, vol. 5, p. 211.

“Vemos aí que a igreja — o santuário do Senhor —” essas palavras inspiradas não podem ser aplicadas às igrejas de Babilônia. O santuário do SENHOR aqui mencionado não pode se referir às denominações que compõem a Babilônia espiritual de hoje, senão ao povo de Deus, à casa de Jacó – a igreja de onde serão selados os 144.000 filhos de Jacó (Apocalipse 7:4). Por conseguinte, a matança de Ezequiel 9 terá um cumprimento literal na igreja do SENHOR – na Igreja de Laodiceia. Por isso, a pesar das muitas abominações terríveis que estão corrompendo cada vez mais a nossa amada igreja, a solução não é sair dela, e começar a chamá-la de Babilônia. Essa seria uma atitude errada e incoerente, sem base na Palavra de Deus. A solução é a purificação da igreja, registrada em Ezequiel 9, pois tanto o selamento dos fiéis quanto a matança dos hipócritas que se segue, devem acontecer na cidade, ou seja, na igreja.

A ordem de marcar ou selar os obedientes e penitentes está nas seguintes palavras: “E disse-lhe o Senhor: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal as testas dos homens que suspiram e que gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela.” Ezequiel 9:4.

Depois que o anjo com o tinteiro de escrivão sela os fiéis, os outros cinco anjos da visão recebem a seguinte ordem: “Passai pela cidade [pela igreja] após ele, e feri; não poupe o vosso olho, nem vos compadeçais. Matai velhos, jovens, e virgens, e meninos, e mulheres, até exterminá-los; mas a todo homem que tiver o sinal não vos chegueis; e começai pelo Meu santuário. E começaram pelos homens mais velhos [os líderes] que estavam diante da casa.” Ezequiel 9:5, 6. Por ter mais luz que as outras denominações, a igreja do Senhor será “a primeira a sentir o golpe da ira de Deus”, por causa da sua apostasia.

    A maioria de nossos líderes se opõe a essa mensagem da purificação da igreja. A profetisa e cofundadora da nossa igreja, Ellen G. White, compara esses guias a cães mudos, ou seja, atalaias cegas, anciãos que traíram o seu depósito. Tornaram-se infiéisaseu sagrado dever de advertir ao povo de Deus do grande perigo de destruição que corre por causa da sua constante rebelião e apostasia. O fato de que essa advertência não está sendo pregada nos canais oficiais da igreja, é outra prova adicional de que A igreja deixou de seguir a Cristo, seu Guia, e está constantemente retrocedendo rumo do Egito. Todavia, poucos ficam alarmados ou atônitos com sua falta de poder espiritual. Dúvidas e mesmo descrença dos testemunhos do Espírito de Deus estão levedando nossas igrejas por toda parte.” Testemunhos para a Igreja, vol. 5, p. 217.

   Porém, “esse selamento dos servos de Deus”, que eles estão ocultando do povo, “é o mesmo que foi mostrado em visão a Ezequiel. João também fora testemunha dessa tão assustadora revelação” (Testemunhos para Ministros p. 445), a qual, muito em breve, vai surpreender milhões de adventistas descuidados, indiferentes, mundanos, rebeldes à Voz da Inspirição, enganados pelos falsos atalaias de hoje, que lideram o povo de Deus hoje. Esses anciãos que têm o cuidado do rebanho do Senhor, estão traindo “o seu depósito” – o seu dever de advertir o povo dessa iminente destruição. Em vez de tocar a trombeta para anunciar o perigo iminente, eles estão levando toda a igreja “rumo ao Egito” – o mundo e os seus prazeres. Também eles estão enchendo as igrejas com uma multidão de pessoas não convertidas. Por isso, Adultos, jovens e crianças, todos perecerão juntos” (Testemunhos para a Igreja, vol. 5, p. 211) – mortos no cumprimento de Ezequiel 9.

Então, resumindo, podemos afirmar que os 144.000 servos do Deus vivo são selados na igreja verdadeira, o Israel de Deus hoje. Serão revelados ao mundo “na obra final [em favor] da igreja, no tempo do selamento dos cento e quarenta e quatro mil que hão de permanecer irrepreensíveis diante do trono de Deus” (Testemunhos para a Igreja, vol. 3, p. 266). E como João e Ezequiel viram o mesmo evento, o selamento será seguido por uma horrenda matança de todos aqueles que não são selados pelo homem vestido de linho de Ezequiel 9, ou seja, hão de perecer na “destruição geral de todos os que não vêem assim a vasta diferença entre o pecado e a justiça” (Testemunhos para a Igreja, vol. 3, p. 267). Todos esses fatos comprobatórios e verídicos sobre o selamento dos 144.000 primeiros frutos de Israel nos preparam a poder identificar

    Segundo Apocalipse 14:4, os 144.000 são as primícias. E como já foi mencionado, eles vão ser selados na igreja adventista. São as primícias da colheita que toma lugar no tempo do fim ou no fim do tempo do fim. E como são selados na igreja verdadeira, não em Babilônia, eles são os primeiros frutos entre os vivos durante a colheita final de almas; eles não são contaminados com mulheres, porque são virgens – são membros do Israel de Deus. São chamados virgens porque professam uma fé pura (Parábolas de Jesus, p. 222). Não são espiritualmente contaminados com as falsas doutrinas de Babilônia. Também, como o juízo para os vivos começa por nós – a igreja de Deus – necessariamente deve continuar no mundo fora, para colher os segundos frutos dessa última e grandiosa colheita. Porque onde não há segundo ou mais, é inútil mencionar primeiro.

    A Bíblia em Apocalipse 20:5 menciona a primeira ressurreição, mas não faz menção da segunda ressurreição, mas nós sabemos que haverá uma segunda depois dos mil anos. Também no verso 6, João menciona a segunda morte, e não fala da primeira morte – a morte natural. Tudo isso nos leva a concluir que onde não há primeiro, não pode haver segundo, e quando se menciona primeiro, deve necessariamente haver, no mínimo, segundo. Por conseguinte, sendo os 144.000 somente as primícias da grande colheita final, deve haver um segundo grupo de santos vivos que vem depois do selamento deles. O revelador confirma esse fato no seguinte verso:

“Depois destas coisas [depois do selamento dos 144.000 filhos de Jacó] olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos”. Ap. 7:9

Depois de falar do selamento dos primeiros frutos João viu um grupo que ninguém podia contar, não de Israel, mas de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”. É um grupo distinto do primeiro. O primeiro é um grupo numerável – 144.000 exatamente, e são das doze tribos dos filhos de Israel. O segundo é um grupo inumerável, o qual ninguém podia contar, e é composto de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas. Visto que a “obra final para a igreja” consiste em selar ou marcar os 144.000 (Apocalipse 7:4; Ezequiel 9:4), e exterminar os que não serão selados (Ezequiel 9:5,6; Testemunhos, vol. 3, p. 266, 267), isto nos mostra de maneira inequívoca e categórica que no momento do selamento dos primeiros frutos e da matança dos laodiceanos mornos e impenitentes, a grande multidão não fazia ainda parte da igreja adventista.

Agora vamos analisar um ponto muito importante. Dizer que os 144.000 e a grande multidão são a mesma coisa é afirmar que o número 144.000 filhos de Jacó se aplica a uma multidão de povos e nações que ninguém consegue contar; que as doze tribos dos filhos de Israel seriam símbolos “de todas as nações, e povos, e línguas”; que ao invés de ser um grupo que não foi contaminado com mulheres, neste caso, seria um grupo CONTAMINADO com as falsas doutrinas de Babilônia, e a palavra “primícias” aplicada a este grupo não teria nenhum sentido, já que, segundo essa teoria contraditória e sem base bíblica, os 144.000 e a grande multidão são o mesmo grupo. Do que ou de quem seriam as primícias? Seriam as primícias dos mortos? – Não podem ser, porque os que simbolizam as primícias dos mortos foram ressuscitados juntamente com Cristo, e foram levados ao Céu “como troféus de Sua vitória sobre a morte e o sepulcro”. Desejado de Todas as Nações, p. 555; Mat. 27:50-53.

Então, tais teorias, em vez de ajudar, confundem ainda mais o tema. Porque os 144.000 são selados antes do sopro dos quatro ventos (Ap. 7:3), e não foram contaminados com as falsas doutrinas das outras nações, povos e línguas, pois são de Israel (igreja verdadeira), o que se explica pela frase: “na sua boca não se achou engano; porque, [tendo a perfeita justiça de Cristo], são irrepreensíveis diante do trono de Deus.” Ap. 14:5. Eles pregam a pura verdade. São membros da igreja que possui a solene verdade para este tempo; são as primícias do grande juízo para os vivos.

Os da grande multidão são selados durante o sopro dos quatros ventos, como se pode verificar nesses dois versos: “E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação [o tempo simbolizado pelos 4 ventos], e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.” Ap. 7:13,14.

Essa grande tribulação representa o tempo de feroz perseguição, quando o povo de Deus não poderá comprar nem vender (Testemunhos, vol. 5, p. 152). É nesse tempo que as outras almas de fora vão aceitar a mensagem do sábado, o selo de Deus no Decálogo. Os que aceitarem a mensagem de advertência durante o decreto dominical serão também selados com o selo de Deus. Porém as primícias são seladas antes da saída desse decreto. Ap. 7:3,4.

Veja a confirmação da Voz da Inspiração nas seguintes declarações:

“Vi que Deus tinha filhos que não reconheciam o sábado e não o guardavam. Eles não haviam rejeitado a luz sobre este ponto. E ao início do tempo de angústia fomos cheios do Espírito Santo ao sairmos para proclamar o sábado mais amplamente.” Primeiros Escritos, pág. 33.

De maneira clara e inconfundível, vemos neste texto de Primeiros Escritos, que no início do tempo de angústia (quando os ventos da perseguição começarem a soprar), o povo de Deus, os guardadores do santo sábado do Senhor, cheios do Espírito Santo, sairão para proclamar o sábado aos filhos de Deus que “não reconheciam o sábado e não o guardavam”. Isto nos mostra que haverá um grupo de irmãos já preparados, selados, cheios do Espírito Santo no início do tempo de angústia. Eles são selados antes de entrar nesse tempo. Esse tempo de angústia mencionado em Primeiros Escritos p. 33 não é o tempo de angústia durante o derramamento das 7 últimas pragas, após o fechamento da porta da graça. É um breve período de angústia e tribulação durante a lei dominical. O Alto Clamor do Terceiro anjo será dado naquele período. “E ao início do tempo de angústia fomos cheios do Espírito Santo ao sairmos para proclamar o sábado mais amplamente.” Primeiros Escritos, pág. 33.

“Mui preciosa é a Deus Sua obra na Terra. Cristo e os anjos celestes estão-na observando a todo instante. À medida que nos aproximarmos da vinda de Cristo, mais e mais serviço missionário há de ocupar nossos esforços. A mensagem do renovador poder da graça de Deus será levada a todo país e clima, até que a verdade circunde o mundo. Entre os que hão de ser assinalados [selados], encontrar-se-ão pessoas vindas de toda nação e tribo e língua e povo. De todo país serão recolhidos homens e mulheres que se acharão perante o trono de Deus e perante o Cordeiro, clamando: ‘Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro.’ Apocalipse 7:10. Antes, porém, que esta obra se possa efetuar, cumpre-nos experimentar aqui em nossa própria pátria [Estados Unidos] a operação do Espírito Santo sobre os corações.” Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, p. 532.

As evidências apresentadas até agora nos levam, de maneira incontestável, a concluir que o selamento final dos filhos de Deus acontecerá em dois lugares distintos, e são dois grupos: Um grupo numerável em Israel (na igreja) – 144.000; e um grupo proveniente de todas as nações, e povos, e línguas – uma multidão inumerável (proveniente das outras religiões ou denominações). Para esclarecer ainda mais este aspecto do selamento e firmar essa verdade de maneira indelével na mente de todos, precisamos estudar diligentemente

Nesta parte do nosso estudo, vamos estudar uma verdade sumamente dinâmica e muito esclarecedora sobre os 144.000. Segundo a Inspiração, o selamento dos 144.000 servos de Deus, registrado em Apocalipse 7:1-8, é o mesmo evento que foi também revelado ao profeta Ezequiel (Testemunhos para Ministros, p. 445). Por conseguinte, queridos irmãos estudantes da Verdade Presente Avançada, Ezequiel 9 fala do selamento dos 144.000, e é nesse capítulo que acharemos:

  1. O Primeiro Reporte do selamento. Citamos, para este fim, Ezequiel 9:3, 4 e 11: “(verso 3) E a gloria do Deus de israel se elevou de acima do querubim, sobre o qual estava, até a soleira [entrada] da casa; e Ele clamou ao homem vestido de linho, que tinha o tinteiro de escritor ao seu lado; (verso 4) E o Senhor lhe disse: Vá pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e põe uma marca sobre as testas dos homens que suspiram e choram por causa de todas as abominações que são feitas em seu meio. (verso 11) E, eis que o homem vestido de linho, que tinha o tinteiro ao seu lado, reportou ao assunto, dizendo [ao Senhor]: eu tenho feito como Tu me ordenaste.” Nestes 3 versos vemos que o Senhor, estando na entrada da casa, numa visita a Sua igreja aqui na Terra, mandou o anjo vestido de linho marcar “as testas dos homens que suspiram e choram por causa de todas as abominações” que são praticadas na Sua igreja. Então, o anjo foi e marcou com um sinal as testas dos que gemem e suspiram pelas horríveis abominações feitas na igreja. Tendo terminado a obra de selar os fiéis, ele reportou ao Senhor que ele tinha feito conforme a ordem do Senhor. É importante salientar que o Senhor estava presente durante todo o processo do selamento. Esse é o primeiro reporte.
  • O Segundo Reporte. A citação para este fim encontra-se no livro Primeiros Escritos, p. 279: “Vi anjos indo aceleradamente de um lado para o outro no Céu. Um anjo com um tinteiro de escrivão ao lado voltou da Terra, e referiu [reportou] a Jesus que sua obra estava feita, e os santos estavam numerados e selados. Então vi Jesus, que havia estado a ministrar diante da arca, a qual contém os Dez Mandamentos, lançar o incensário. Levantou as mãos e com grande voz disse: ‘Está feito’. E toda a hoste angélica tirou suas coroas quando Jesus fez a solene declaração: ‘Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se.’ Apocalipse 22:11.” Analisando cuidadosamente este texto, vemos aí que não é mesmo reporte de Ezequiel 9:11. Porque em Ezequiel 9, o Senhor e o anjo selador estavam juntos no santuário/igreja aqui na Terra (veja Ezequiel 9:1-6, 11; Testemunhos para a Igreja, vol. 3, p. 266, 267; vol. 5, p. 211). Ezequiel 9 relata uma visita do Senhor a Sua igreja (verso 3).
  • Outro fato super importante. Na visão do profeta Ezequiel, depois que o anjo referiu ao Senhor que tinha feito como Ele lhe tinha ordenado, o Senhor o mandou encher suas “mãos de brasas acesas dentre os querubins e espalhá-las sobre a cidade” – a igreja (Ezequiel 10:2). O que simboliza essa experiência com brasas vivas? A voz da Inspiração responde: “A brasa viva é um símbolo de purificação, e representa também a potência dos esforços dos verdadeiros servos de Deus.” Obreiros Evangélicos, p. 23. Isso também nos lembra a experiência do profeta Isaías (Isaías 6: 6 e 7), e a dos discípulos no dia do Pentecostes com as línguas de fogo sobre as suas cabeças. Resumindo, depois de selar os fiéis e matar os hipócritas na igreja, o Senhor manda espalhar brasas vivas sobre ela, mostrando claramente que os que são selados e poupados serão capacitados de maneira especial para fazer uma obra similar à dos apóstolos quando desceu sobre eles o Espírito Santo em poder, em forma de línguas de fogo (Atos 2:1-4). Os 144.000 hão de ter a mesma experiência depois da purificação da igreja. Serão cheios do Espírito Santo para dar o Alto Clamor: “ao início do tempo de angústiafomos cheios do Espírito Santo ao sairmos para proclamar o sábado mais amplamente.” Primeiros Escritos, pág. 33.
  • Veja mais uma prova da Inspiração que confirma o que afirmamos no parágrafo anterior: “Nós estamos entre os perigos dos últimos dias, o tempo logo virá quando a profecia de Ezequiel 9 será cumprida; essa profecia deveria ser estudada cuidadosamente, porque se cumprirá à letra.Estudai também o décimo capítulo que representa a mão de Deus como no trabalho, trazendo método perfeito e funcionamento harmonioso em todas as operações dos Seus instrumentos preparados. O décimo primeiro e o décimo segundo capítulos também deveriam receber atenção crítica e cuidadosa. Estas profecias devem ser estudadas de joelhos diante de Deus.Fonte: The Ellen G. White 1888 Materials, p. 1303. Data da declaração: 27 de outubro de 1894. 

    Mas, vamos voltar ao segundo reporte. Quando o anjo falou para Jesus que tinha terminado sua obra, e que “os santos estavam numerados e selados”, Jesus estava ainda ministrando no lugar santíssimo do santuário celestial. E ao ouvir o reporte do anjo Ele pronunciou as solenes palavras “Está feito”. Isso indica claramente que com o segundo reporte, a porta da graça se fecha para sempre. Ninguém mais se salva. Termina a obra de Cristo no santuário celestial. Por isso, esses dois reportes não podem ser um só e mesmo evento, senão dois eventos distintos, revelando dois grupos de pessoas seladas, provenientes de dois lugares distintos: um de Israel (144.000 – Apo. 7:4-8) e outro de todas as nações, e povos, e línguas, uma grande multidão inumerável de almas (Apo. 7:9), as quais serão resgatadas ou salvas durante a grande tribulação. Esses dois grupos estarão vivos por ocasião da gloriosa volta de Cristo. 

    Essas claras evidências adicionais, firmemente estabelecidas na palavra de profecia mais segura”, nos revelam que os que serão selados no primeiro reporteos 144.000, são os que               

    Vamos concluir o nosso estudo sobre o destino da igreja remanescente, estudando a maneira que Deus vai usar para finalizar a obra do Evangelho. Para este fim, vamos ler a última profecia do profeta do Evangelho, Isaías 66:15-23:

“15. Porque, eis que o Senhor virá com fogo; e os seus carros como um torvelinho; para tornar a sua ira em furor, e a sua repreensão em chamas de fogo.
16. Porque pelo fogo e pela sua espada, o SENHOR pleiteará com toda a carne. E os mortos pelo SENHOR serão muitos. [versão King James 1611].
17. Os que se santificam, e se purificam, nos jardins uns após outros; os que comem carne de porco, e a abominação, e o rato, juntamente serão consumidos, diz o Senhor.
18. Porque conheço as suas obras e os seus pensamentos; vem o dia em que ajuntarei todas as nações e línguas; e virão e verão a minha glória
19. E porei entre eles um sinal, e os que deles escaparem enviarei às nações, a Társis, Pul, e Lude, flecheiros, a Tubal e Javã, até às ilhas de mais longe, que não ouviram a minha fama, nem viram a minha glória; e anunciarão a minha glória entre os gentios.
20. E trarão a todos os vossos irmãos, dentre todas as nações, por oferta ao Senhor, sobre cavalos, e em carros, e em liteiras, e sobre mulas, e sobre dromedários, trarão ao meu santo monte, a Jerusalém, diz o Senhor; como quando os filhos de Israel trazem as suas ofertas em vasos limpos à casa do Senhor.
21. E também deles tomarei a alguns para sacerdotes e para levitas, diz o Senhor.
22. Porque, como os novos céus, e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante da minha face, diz o Senhor, assim também há de estar a vossa posteridade e o vosso nome.
23. E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor. Isaías 66:15-23

Nos versos 15 e 16, vemos que o SENHOR vem com fogo e espada para derramar Sua ira e o Seu furor. Nessa vinda mencionada aqui, Ele vem para pleitear com toda carne, executando um juízo, no qual juízo muitos serão mortos.

Quem serão mortos? A resposta está no verso 17: “Aqueles que se santificam e se purificam nos jardins [nas congregações ou igrejas] atrás de alguma arvore [atrás de algum líder, seguindo o homem], no meio [posição de liderança ou destaque], comendo carne de porco, e a abominação, e o camundongo [negligenciando a reforma pro-saúde], serão consumidos juntamente [tanto o líder que está no meio como aqueles que o seguem serão mortos nesse juízo], diz o SENHOR”. (Versão King James 1611)

Foi-nos revelado neste verso que o grupo com que o SENHOR vai pleitear é um grupo de pessoas que buscam santificação e purificação. Não são ignorantes nas coisas de Deus. São pessoas que têm o conhecimento do verdadeiro Deus e não são como as outras nações mencionadas nos versos 18 e 19, as quais não ouviram a Sua fama nem viram Sua glória (verso 19). Em contraste bem óbvio, essa categoria busca se santificar e se purificar. Mas eles têm um sério problema: seguem o homem, figurativamente falando, a árvore que está no meio do jardim. Na Bíblia, muitas vezes, árvores podem ser símbolos de líderes muito influentes. Exemplos: em Daniel 4:10-22, essa árvore simbolizou o rei Nabucodonosor. João Batista também comparou os líderes de seu tempo a árvores: “E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus, que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo”. Mateus 3:7,8,10. O fato de que os judeus seguiam cegamente esses líderes religiosos muito influentes (árvores) (Mat. 3:10), indica que a figura usada por Isaías no verso 17, de se estar atrás de alguma árvore no meio, mostra que essas pessoas estão debaixo da sombra ou influência de líderes famosos, os quais estão levando o povo de Deus bem longe dEle, longe da verdade sobre a iminente purificação da igreja.

Isaías menciona outro problema grave desse grupo: a Negligência da reforma pró-saúde. No tempo de Isaías, a reforma pro-saúde era resumida em não comer carne imunda, como a de porco, de rato; o sangue, o animal sufocado, etc. Mas como o pecado tem aumentado muito, e as enfermidades nos homens e nos animais, hoje não há mais segurança em consumir os cadáveres de animais, seja frango, carne vermelha ou branca, peixe, etc. O regime alimentar peculiar e especial do povo de Deus nestes últimos dias deve ser um regime vegetariano.

Passamos para o verso 18:

“Porque conheço as suas obras e os seus pensamentos; vem o dia em que ajuntarei todas as nações e línguas; e virão e verão a minha glória”. Isaías 66:18.

Na primeira parte deste verso, o SENHOR fala do grupo do verso 17. Ele conhece os pensamentos deles e as suas obras. Ele sabe que, embora professem servi-Lo, buscando purificação e santificação, suas obras e pensamentos revelam que são rebeldes à voz da Inspiração, são meros atores ou hipócritas. Mas está chegando o tempo de “reunir todas as nações e línguas; e elas virão e verão Minha glória”, o tempo de dar o Alto Clamor do Terceiro Anjo, o tempo de chamar os segundos frutos de “todas as nações, e povos, e línguas”, porém a igreja não está pronta. Não está preparada para realizar essa grandiosa obra. Ela está numa rebelião aberta contra a Palavra, contra o próprio SENHOR e Dono da igreja, seguindo homens não inspirados – a árvore no meio. O que Ele vai fazer? Ele vai pleitear com ela – julgá-la, selando ou marcando os fiéis e destruindo os hipócritas (Ezequiel 9, Apocalipse 7:1-8). E “os que deles escaparem” dessa destruição na casa de Deus serão logo enviados às nações. Is. 66:19. O verso 19 será estudado junto com os versos 15 e 16.

15. Porquanto, eis que o Senhor virá com fogo, e com suas carruagens como um redemoinho, para executar a sua ira com fúria e a repreensão dele com chamas de fogo.

16. Porque pelo fogo e pela sua espada, o Senhor pleiteará com toda a carne. E os mortos pelo Senhor serão muitos.

 19. E eu colocarei um sinal entre eles e enviarei aqueles que deles escaparam às nações: para Társis, Pul e Lude, que entesam o arco; para Tubal e Javã; para as ilhas bem de longe, que não têm ouvido minha fama, nem têm visto minha glória. E eles anunciarão minha glória entre os gentios. Is. 66:15,16,19

    Conseqüentemente, os escapados do juízo profetizado nos versos 15 e 16, serão enviados a anunciar e publicar a glória de Deus entre os gentios. Um fato que prova de maneira irrefutável que são parte do Israel de Deus, de Sua igreja no tempo dos juízos finais que começam pela casa de Deus (1 Ped. 4:17). São os servos de Deus (Ap. 7:3), os primeiros frutos de Israel (Apocalipse 7:4; 14:4) que hão de anunciar a glória de Deus entre os gentios. E o fruto da sua pregação ao nível mundial está no seguinte verso…

Verso 20: “E trarão a todos os vossos irmãos, dentre todas as nações, por oferta ao Senhor, sobre cavalos, e em carros, e em liteiras, e sobre mulas, e sobre dromedários, trarão ao meu santo monte, a Jerusalém, diz o Senhor; como quando os filhos de Israel trazem as suas ofertas em vasos limpos à casa do Senhor”. Isaías 66:20.

    Esses versos de Isaías estão tão claros que até uma criancinha pode entendê-los. O profeta do Evangelho nos diz que são os escapados do juízo nos versos 15 e 16 que vão trazer todos os nossos irmãos, dentre todas as nações, para uma oferta para o Senhor. O fato de que eles vão pregar a Palavra a todos os seus irmãos em todas as nações, indica enfaticamente que o juízo do qual eles escapam, acontece na igreja, ainda em tempo de graça, pouco antes do fechamento da porta da graça; pouco antes do segundo reporte.

    Essa vinda do Senhor mencionada em Isaías 66:15 e 16, não pode ser a vinda do Senhor de 1 Tessalonicenses 4:15-17, pois, em Isaias 66, vemos que depois de derramar o Seu juízo e matar muitos com a Sua fúria, fogo e espada, os escapados são enviados aos gentios. Mostrando claramente que esse juízo há de acontecer na igreja, não no mundo. Os fiéis que escaparem serão enviados ao mundo para pregar o evangelho no mundo inteiro. Então, não podemos concluir que a vinda do Senhor em Isaías 66:15 e 16 e 19, é o mesmo evento de 1 Tessalonicenses 4:15-17, porque depois da volta de Jesus nas nuvens ninguém será enviado a anunciar a glória do Senhor entre os gentios. Ficou muito claro que Isaías 66:15-20 deve absolutamente acontecer antes do fechamento da porta da graça. (Por favor, leia outra vez Isaías 66:15-21 e 1 Tessalonicenses 4:15-17).         

    No capítulo 24 Mateus, Cristo confirma as palavras do profeta Isaías: “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, como testemunho para todas as nações; e então virá o fim.” Mateus 24:14. O evangelho do reino de Deus será pregado em todo o mundo para servir de testemunho a todas as nações, e só depois dessa poderosa pregação que o fim virá. Em outras palavras, esse grandioso evento mundial levará o mundo a seu fim – fim do tempo da graça – os rebeldes e impenitentes de Babilônia vão sofrer as sete derradeiras pragas, e no final de tudo Cristo virá buscar Sua amada igreja, e o restante dos ímpios [em Babilônia] serão consumidos com o resplendor da Sua glória. Mas antes de derramar as pragas sobre os rebeldes que vão pegar a marca da besta, os verdadeiros filhos de Deus que não estiverem ainda na Sua igreja purificada (depois de Ezequiel 9), serão chamados

    “E eu ouvi outra voz do céu, dizendo: Sai dela, povo meu, para que não sejais participantes de seus pecados, e para que não recebam suas pragas. Porque os seus pecados têm chegado até o céu, e Deus se lembrou das suas iniqüidades”. Ap. 18:4,5.

    As outras ovelhas de Jesus que estiverem, até esse tempo, fora da igreja verdadeira serão finalmente chamadas a sair das igrejas caídas para vir fazer parte do povo de Deus, os quais “guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo…. porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia (Apo. 12:17; 19:10).” Esse último chamado será feito durante o decreto dominical. Recordamos que os 144.000 primícias são selados antes de sair o decreto, e depois deles João viu uma grande multidão de todas as nações, e povos, e línguas que vieram da grande tribulação. Também, Isaías afirma que os escapados anunciarão a glória de Deus entre todos os gentios, e trarão todos os seus irmãos dentre todas as nações, confirmando as palavras Jesus: “o evangelho do reino será pregado em todo mundo, como testemunho para todas as nações; e então virá o fim”. Todos esses versos falam de um só e único evento: O Evangelho sendo pregado a todas as nações, e povos, e línguas, por um grupo de irmãos santificados, purificados e preparados com o poder do Alto, para realizar essa grandiosa obra final de colheita em todas as nações do mundo, inclusive nos países onde não há liberdade religiosa, como é o caso de muitos países muçulmanos, e alguns países comunistas.   

    As fortes evidências acumuladas até agora, no nosso estudo, nos levam a

  1. Os quatro ventos serão retidos até terminar o selamento das primícias – os 144.000 servos do Deus vivo.
  2. Esses ventos representam lutas, guerras, elementos da natureza em fúria, pragas, etc. Mas de maneira mais específica, simbolizam um conflito mundial que ameaça a segurança do povo de Deus – o decreto dominical.
  3.  Os 144.000 são de Israel, o povo especial de Deus hoje. São selados “na obra final feita em favor da igreja.” (Testemunhos, vol. 3, p. 266).
  4. Eles são as primícias (Ap. 14:4) da colheita que toma lugar na igreja. Mat. 13:30.
  5. O termo primícias – primeiros frutos – sugere que haverá outros depois deles, porque onde não há segundo ou mais é desnecessário mencionar primeiro (Ap. 20:4-6).
  6. Depois do selamento dos primeiros frutos, João viu uma grande multidão inumerável, não de Israel, mas “de todas as nações, e povos, e línguas” (Ap. 7:9).
  7. O selamento registrado em Apocalipse 7 é o mesmo evento profético Ezequiel viu em visão. (Testemunhos para Ministros, p. 445).
  8. A principal aplicação de Ezequiel 9 será na purificação da Igreja do SENHOR nessas últimas horas. (Testemunhos, vol. 5, p. 211).
  9. Existe várias citações da irmã White que afirmam que Ezequiel 9 vai se cumprir literalmente. (Manuscript Releases, vol. 1, p. 260; The Ellen G. White 1888 Materials, p. 1303.
  10. Depois do fechamento da porta da graça, Ezequiel 9 terá uma aplicação segundária sobre os atalaias infiéis das igrejas de Babilônia que levaram o povo a pegar a marca da besta. O Grande Conflito, p. 656.
  11. Há dois reportes de selamento. Um se refere ao selamento dos primeiros frutos – os 144.000; e o outro, ao selamento da grande multidão inumerável de todas as nações.  
  12. Em Isaías 66:15-20, o profeta fala de um juízo sobre uma classe de pessoas que procuram santificação e purificação, mas que rejeitam a reforma pro-saúde, e seguem homens. (Isaías 66:15-17).
  13. Os escapados desse grupo são enviados a todas as nações para anunciar a glória do SENHOR entre os gentios, o que nos mostra que esses escapados saíram vitoriosos (selados) do juízo que toma lugar na casa de Deus – Sua igreja.
  14. A predição de que esse evangelho do reino será pregado em todo o mundo, como testemunho para todas as nações, está em perfeita harmonia com as palavras de Isaías 66, de João em Apocalipse 18:1-5, e de Jesus em Mateus 24:14.
  15. Todas essas evidências escriturísticas nos revelam, quer queiramos ou não, que Deus não vai finalizar Sua grandiosa obra do Evangelho com uma igreja mundana, rebelde, desgraçada, cega, nua, miserável, morna, e preste a ser vomitada da boca do Senhor (Apocalipse 3:16,17).  Não, não! A igreja que vai terminar a obra será poderosa, revestida da completa justiça de Cristo, tendo a magnífica experiência do segundo Pentecostes. Como se pode verificar nessas


    “Revestida da armadura da justiça de Cristo, a igreja deve entrar em seu conflito final. “Formosa como a Lua, brilhante como o Sol, formidável como um exército com bandeiras” (Cânticos 6:10), deve ela ir a todo o mundo, vencendo e para vencer”. Profetas e Reis, p. 725.

    “É com intenso anseio que aguardo o tempo em que os acontecimentos do dia de Pentecostes se repitam com maior poder do que naquela ocasião. João diz: ‘Vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a Terra se iluminou com a sua glória.’ Apocalipse 18:1. Então, como no Pentecostes, cada

pessoa ouvirá a verdade ser-lhe proferida em sua própria língua. – The S.D.A. Bible Commentary 6:1055. Eventos Finais, p. 202.

    “A grande obra do evangelho não deverá encerrar-se com menor manifestação do poder de Deus do que a assinalou o seu início. As profecias que se cumpriram no derramamento da chuva temporã no início do evangelho, devem novamente cumprir-se na chuva serôdia, no final do mesmo…

“Servos de Deus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes. – O Grande Conflito, p. 611-612, Eventos Finais, p. 203.

“Em cada cidade da América deve ser proclamada a mensagem. Em cada país do mundo deve ser transmitida a mensagem de advertência”. Eventos Finais, p. 208.

Durante o alto clamor, a igreja, ajudada pelas providenciais interposições de seu exaltado Senhor, difundirá o conhecimento da salvação tão abundantemente, que a luz será comunicada a toda cidade e vila”. Eventos Finais, p. 208. 

    Esse é o glorioso destino dos fiéis da igreja adventista! É o plano do SENHOR para terminar a grande obra do Evangelho. Mas primeiro, Ele precisa purificar Sua casa, tirar todos os Acãs (o joio) do meio dela, antes que possa sair em todo o mundo vencendo e para vencer! Que Deus nos ajude a ter uma parte nessa gloriosa obra final!

“Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão”. Daniel 12:10.

(as ênfases em todos os textos citados neste estudo são nossas).

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